Crochê, bordado, pintura, macramê, couro, patchwork e técnicas tradicionais do artesanato nordestino dividirão espaço com novidades inusitadas na edição 2026 do Campina Feita à Mão. Neste ano, o projeto amplia sua proposta criativa e promete levar à passarela expressões artísticas que raramente ocupam o universo da moda, como a produção de velas artesanais e bolos decorativos.
A segunda edição do projeto aposta na diversidade criativa e na valorização do trabalho artesanal, transformando diferentes técnicas em experiências visuais capazes de ganhar espaço no desfile marcado para o dia 10 de junho, na Pirâmide do Parque do Povo.
Campina Feita à Mão amplia possibilidades do artesanato local
A proposta deste ano busca expandir as possibilidades criativas dos artesãos participantes e transformar técnicas tradicionalmente ligadas a outros segmentos em elementos de composição para looks conceituais.
A novidade também trouxe desafios inéditos para a equipe criativa e para os próprios participantes do projeto.
Artesãos que trabalham com velas artesanais e bolos decorativos, por exemplo, foram convidados a explorar novas formas de adaptar seus trabalhos ao universo da moda e da passarela.
Projeto quer aproximar artesanato de linguagem mais universal
O estilista Ary Rodrigues, um dos coordenadores do desfile, explicou que a edição 2026 busca ampliar a linguagem do artesanato produzido em Campina Grande e aproximá-lo de uma estética mais global.
Segundo ele, a proposta é quebrar padrões e criar novas possibilidades para a produção artesanal local.
Além da apresentação tradicional das peças, o projeto trabalha conceitos ligados à estética, volume e composição visual, buscando transformar o desfile em uma experiência artística.
Desfile contará com 30 artesãos e 35 modelos no São João
A edição deste ano contará com aproximadamente 30 artesãos selecionados e terá 35 modelos na passarela, entre profissionais convidados e integrantes da equipe de inclusão.
Idealizado pela primeira-dama Juliana Cunha Lima, o Campina Feita à Mão tem como objetivo fortalecer a cultura popular, valorizar o artesanato regional e transformar o São João de Campina Grande em uma vitrine para a economia criativa e para a identidade cultural nordestina.
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