O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,70% em fevereiro, após avanço de 0,33% em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 3,81%. No ano, a inflação soma 1,03%.
O resultado veio acima das expectativas do mercado. Pesquisa da Reuters apontava projeção de 0,65% para o mês e 3,77% no acumulado em 12 meses.
Educação puxou a inflação
A principal pressão sobre o índice em fevereiro veio do grupo Educação, que registrou alta de 5,21%, com impacto de 0,31 ponto percentual no resultado geral. O aumento é atribuído aos reajustes tradicionais de mensalidades escolares no início do ano letivo.
Entre os cursos regulares, os maiores aumentos foram registrados em:
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ensino médio (8,19%);
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ensino fundamental (8,11%);
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pré-escola (7,48%).
O grupo respondeu sozinho por cerca de 44% da inflação do mês.
Outro destaque foi Transportes, que subiu 0,74%, com impacto de 0,15 ponto percentual. O principal aumento ocorreu nas passagens aéreas, que tiveram alta de 11,40%.
Também subiram:
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seguro voluntário de veículos (5,62%);
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conserto de automóvel (1,22%);
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ônibus urbano (1,14%).
Nos combustíveis, houve queda média de 0,47%, puxada pela gasolina (-0,61%) e pelo gás veicular (-3,10%). Etanol (0,55%) e óleo diesel (0,23%) registraram alta.
Alimentação teve leve aceleração
O grupo Alimentação e bebidas variou 0,26% em fevereiro, ligeiramente acima de janeiro (0,23%).
Entre os produtos com maior alta estão:
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açaí (25,29%);
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feijão-carioca (11,73%);
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ovo de galinha (4,55%);
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carnes (0,58%).
Já entre as quedas destacam-se:
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frutas (-2,78%);
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óleo de soja (-2,62%);
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arroz (-2,36%);
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café moído (-1,20%).
Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, apesar da aceleração, o resultado ainda é moderado.
“Mesmo com alta em relação aos meses anteriores, esse é o menor IPCA para fevereiro desde 2020, quando o índice foi de 0,25%”, explicou.
Outros grupos
O grupo Saúde e cuidados pessoais subiu 0,59%, influenciado principalmente pelos artigos de higiene pessoal (0,92%) e pelos planos de saúde (0,49%).
Já Habitação registrou alta de 0,30%, após queda de 0,11% em janeiro, com destaque para o aumento nas taxas de água e esgoto (0,84%) em várias capitais.
A energia elétrica residencial teve variação de 0,33%, com manutenção da bandeira tarifária verde.
Variação por região
Entre as capitais pesquisadas, a maior inflação foi registrada em Fortaleza, com 0,98%, influenciada pelo aumento das mensalidades escolares e da gasolina.
A menor variação ocorreu em Rio Branco, com 0,07%, devido principalmente à queda na energia elétrica e no preço de automóveis novos.
INPC também sobe
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a inflação para famílias de menor renda, subiu 0,56% em fevereiro, após avanço de 0,39% em janeiro.
No acumulado de 12 meses, o indicador ficou em 3,36%, abaixo dos 4,30% registrados anteriormente.









