O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou nesta terça-feira (31) que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin, será novamente candidato a vice na chapa que disputará a reeleição em 2026.
A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, Lula também anunciou mudanças na composição do governo, com a saída de pelo menos 18 ministros que devem disputar cargos nas eleições deste ano.
Para concorrer, Alckmin terá que deixar o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), conforme determina a legislação eleitoral. A regra exige que ocupantes de cargos no Executivo se desincompatibilizem até seis meses antes do pleito, a fim de evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral.
“O companheiro Alckmin vai ter que deixar o MDIC, porque será candidato a vice-presidente outra vez”, afirmou o presidente.
Reforma ministerial e eleições
Além de Alckmin, diversos ministros devem deixar seus cargos para disputar governos estaduais, Senado e Câmara dos Deputados. Entre os nomes estão Fernando Haddad, Renan Filho, Rui Costa, Gleisi Hoffmann, Simone Tebet e Marina Silva.
Outros integrantes do governo também devem disputar vagas no Legislativo, como André Fufuca, Carlos Fávaro e Sônia Guajajara.
A expectativa do governo é minimizar impactos nas pastas, mantendo a continuidade administrativa. Em alguns casos, secretários-executivos devem assumir os ministérios interinamente.
Estratégia para 2026
A confirmação da chapa com Alckmin reforça a estratégia de manutenção da aliança política construída em 2022. Ao mesmo tempo, a saída de ministros para disputar eleições marca o início efetivo da movimentação política visando o pleito de outubro.










