A Ferrari está recebendo “forte interesse” pelo novo modelo elétrico da montadora, o Luce, de clientes novos e existentes, de acordo com o presidente-executivo Benedetto Vigna nesta quinta-feira (28).
A Ferrari apresentou o Luce de 550.000 euros (cerca de US$ 638.605,00) na segunda-feira (25) em Roma, desencadeando uma enxurrada de críticas nas mídias sociais sobre o design não convencional do modelo para uma Ferrari e a decisão da empresa de se desviar dos antigos motores movidos a gasolina. Algumas pessoas nas mídias sociais disseram que o carro não se parecia em nada com uma Ferrari.
“Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, declarou Vigna durante um evento automotivo em Modena, no norte da Itália.
A montadora mostrou o novo modelo a 1.600 clientes na segunda (25) e terça-feira (26) no lançamento em Roma e os livros de pedidos foram abertos na quarta-feira (27).
“Já recebemos transferências bancárias, os clientes que estavam lá o querem”, compartilhou o CEO, acrescentando que a Ferrari forneceria números precisos sobre os pedidos em julho, quando divulgará os resultados do segundo trimestre.
As ações da Ferrari despencaram mais de 8% na terça-feira (26), quando investidores e críticos reagiram com frieza ao novo carro elétrico. As ações fecharam praticamente estáveis na quarta-feira (27) e subiram mais de 3% nesta quinta-feira (28).
Vigna afirmou que os críticos deveriam ver o carro. Ele rejeitou as sugestões de que o Luce era uma cópia de outros EVs no mercado, inclusive os chineses.
“Se você o vir e experimentar, entenderá imediatamente que não foi copiado e que não tem nada a ver com outros EVs que você já viu e que são produzidos por outros, em termos de interiores, exteriores e desempenho”, argumentou ele.
Vigna enfatizou que o Luce era um acréscimo à linha da Ferrari e que a empresa continuaria a oferecer modelos com motor a gasolina e híbridos.
Ao comentar sobre o alto preço do Luce, ele frisou que era justo pagar pela inovação.










