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Luana Piovani admite fala racista no passado: “Tô aqui pra ser processada”

Luana Piovani admite fala racista no passado: “Tô aqui pra ser processada”

A apresentadora e modelo Luana Piovani, 49, voltou a comentar uma polêmica envolvendo uma fala racista feita por ela em 2018. Em suas redes sociais, ela reconheceu o erro, afirmou que passou por um processo de aprendizado e declarou estar disposta a responder judicialmente pelo ocorrido.

Segundo Luana, o episódio voltou à tona após um desconhecido retomar o caso para amigos e familiares. Diante da repercussão, ela decidiu se pronunciar novamente sobre o assunto.  “Acharam uma fala racista minha de 2018. Eu, como praticamente o mundo inteiro e o Brasil inteiro, era racista e eu não sabia. Graças a Deus, eu estou há muito tempo estudando.”

“Quero dizer que, antes de eu me letrar sobre raça, sobre gênero, sobre feminismo, eu era uma pessoa que faz parte dessa sociedade racista”, acrescentou Luana.

“Eu tomo porrada na internet desde que entrei. Não dá para me cancelar, porque eu nasci cancelada, eu mesma me cancelo. Se ela quiser me processar, estou aqui para ser processada. Porque eu falei, fui racista, eu errei, estou estudando há muito tempo, já não cometo mais esse tipo de imbecilidade. Não só sobre raça, sobre aparência, sobre letramento. Não interessa o que ela falou para que eu agredisse desse jeito, porque eu estou errada.”

Durante o desabafo, Luana também comentou sobre sua trajetória como figura pública e sobre a forma como costumava reagir a ataques recebidos na internet. Segundo ela, por muitos anos respondeu aos comentários maldosos, nem sempre da melhor forma. “Então eu já chamei gente disso e daquilo, lembro de uma que fez sucesso, que era: ‘Você tem cara de cabeleireira de salão de bairro’. Está certo falar isso? Mas foi minha reação a algum tipo de agressão. E não estou dizendo que está certo.”

A modelo explicou que o processo de conscientização a fez rever a maneira como se posiciona diante de críticas e ataques virtuais. Ela destacou que aprendeu a discordar sem recorrer a ofensas pessoais e até a não responder ao que dizem.

Ao final do pronunciamento, Luana reiterou o pedido de desculpas e reconheceu a gravidade de sua atitude. Ela também afirmou que o trabalho em defesa de grupos historicamente marginalizados não elimina a responsabilidade pelos erros cometidos no passado. “Então é isso, eu fui racista em 2018 e estou aqui. Podem me crucificar, podem me cancelar, fazer o que quiserem . Mesmo errada, sigo nessa luta das pessoas marginalizadas, pobres, pretas, gays, imigrantes, enfim, de todas as coisas que fazem alguém se sentir marginalizado, e eu estou aqui lutando para que isso diminua. Mas não tira a culpa do meu erro. Eu realmente errei.”

Ela concluiu afirmando que gostaria de poder se desculpar diretamente com a pessoa alvo de sua fala no passado e disse que está aberta a enfrentar as consequências judiciais de seu erro. “Eu adoraria me desculpar, em paralelo com o processo. Se ela quiser me processar, me processe, porque ela está certa, eu errei.”

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*Publicada por Larissa Santos.

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