O número de setores industriais pessimistas é o maior desde junho de 2020, de acordo com os resultados setoriais do ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial).
A pesquisa é produzida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), e foi divulgada nesta quarta-feira (29).
Segundo os dados da Confederação, no mês de abril, 28 dos 29 segmentos da indústria demonstram falta de confiança. No período, o índice recuou na maioria dos setores, regiões e portes de empresa confirmando a disseminação do pessimismo.
A queda, em abril, dá continuidade ao movimento iniciado nos meses anteriores. Em fevereiro deste ano, segundo o ICEI, 21 segmentos já se encontravam em situação de falta de confiança. Em março, esse número aumentou para 23 e continuou a crescer, alcançando 28 setores em abril.
“Essa piora se refletiu nos diferentes portes de empresa, que já apresentavam falta de confiança e tiveram esse quadro aprofundado. Todas as regiões apresentaram falta de confiança em abril, revelando um cenário geral de pessimismo disseminado e intenso em grande parte da atividade industrial”, explica Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.
Os setores menos confiantes são:
- Produtos de material plástico – 41,0
- Celulose e papel – 41,9
- Máquinas e equipamentos – 42,0
- Metalurgia – 43,3
O setor Farmoquímicos e farmacêuticos foi o único que apresentou margem positiva com 52 pontos.
A desconfiança dos setores industriais também foi captada no recorte regional, em apenas o Centro-Oeste apresentou leve alta na confiança dos empresários industriais, com avanço de 0,3 ponto em abril.
As demais regiões registraram queda, a mais intensa no Nordeste, com recuo de 3,4 pontos, seguido pelo Norte (-2,9 pontos), Sul (-1,7 ponto) e Sudeste (-0,3 ponto).
Com esse movimento, o ICEI do Nordeste caiu abaixo da linha de 50 pontos pela primeira vez desde julho de 2020, e com isso, todas as regiões do país passaram a registrar falta de confiança.










